FORMAÇAO Nascida em Ijuí, RS (1951), Graça Craidy é Bacharel, Mestre e Doutoranda (parcial) em Comunicação (PUCRS). Publicitária, trabalhou em agências de propaganda de POA e SP. Foi professora de Processo Criativo na ESPM-Sul. Cursou desenho e pintura no Atelier Livre da Prefeitura (POA), com Renato Garcia, Will Cava, Paulo Chimendes, Daisy Viola, Carla Pilla e Hô Monteiro; no Instituto Tomie Ohtake (Sp), com Deborah Paiva; no MARGS, com Gustavot Diaz (POA); no Santander Cultural, com Claudia Hamerski e Marcelo Eugênio, e Criatividade com Charles Watson; no Instituto do Livro/UFRGS, com Paula Mastroberti; Desenho com Dalton de Lucca, em SP, e na Accademia d’Arte, em Florença (It), com Sonia de Franceschi, entre outros.
Cada vez que desenho
um rosto
é como se acariciasse
o mais profundo humano
.que habita aquela criatura
É como se apreendesse a sua plenitude criativa divina que se transborda em olhos, bocas, asas de nariz, cabelos, curvas de pescoço, vãos de óculos, arabescos de sobrancelhas. Me sinto uma neovampira sugando a dor, o arrebatamento, o mistério, decifrando desejos, epifanias, o horizonte que sempre se descortina no olhar que transpassa aquele que olha e se vai céu afora, sabe-se rumo a que nuvem, a que nervo, a que nunca. Primeiro, quando me doía ou quando me encantava, eu juntava letras e vertia poesias, versos, prosas. Eu sangrava pela caneta. Como dizia um velho poema meu:" enquanto o vermelho da minha boca se descora no cigarro, eu sangro pela caneta. Poetar é a sangria desatada da minha alma." Agora, eu sangro pelo grafite, pelo pincel, pela cor
Graça Craidy é uma apaixonada sem doma.
EXPOSIÇÕES Sua coleção sobre feminicídio Até que a morte nos separe percorreu todas as instituições da Justiça no RS – Justiça Federal, Justiça do Trabalho, Tribunal de Contas, Tribunal Regional Federal e também a Assembleia Legislativa, série exposta uma dezena de vezes, entre março de 2015 e julho de 2016. Em 2015, foi selecionada para o Salão de Artes do Atelier Livre, para a Pinacoteca Ajuris e para a Bienal C, vindo a circular na Bienal C Itinerância, além de Porto Alegre, também em Montenegro, Lajeado e Canoas - com sua coleção Livrai-nos do Mal, sobre violência contra a mulher. Em 2016, expôs sua coleção Livrai-nos do Mal, do estupro, da violência e do assédio, no Palácio de Justiça (POA) e, ainda, a coleção de retratos de artistas Ícones no Café do Porto (POA) integrando também a coletiva É de tirar o chapéu, na Gravura Galeria. Participou das coletivas Identidade: Desenho 2015 e 2016, no Paço Municipal (POA), Conexão Artes (Canela), Desenhos do Corpo e Lendas de um Continente Sulino, no CEEE Erico Veríssimo (POA). Sua coleção sobre corrupção – Brasília Céu Inferno, Corruptos de Rapina - foi exposta em 2016 no Gasômetro e na Pinacoteca da Ajuris.(POA)

ILUSTRAÇOES Em 2016, ilustrou os livros Mulheres que Lutam (capa), de Losandro Tedeschi, Lendas do Sul (três ilustracões), de João Simões Lopes Neto (IEl). No ano anterior, ilustrou o Tratado do Direito das Famílias (IBDFAM) – capítulo sobre Violência Doméstica, assinado pela desembargadora M. Berenice Dias e, ainda, o Caderno PROA da Zero Hora, sobre violência contra a mulher, ocupando capa e mais 4 páginas com suas obras da coleção Até que Morte os Separe.